sábado, 23 de outubro de 2010

Serra submissão aos Estados Unidos

Em entrevista à Carta Maior, o historiador Luiz Alberto Moniz Bandeira afirma que o processo eleitoral brasileiro está infectado por uma intensa campanha terrorista e uma guerra psicológica promovido pela direita e por grupos de extrema-direita, como TFP, Opus Dei e núcleos nazistas do Sul do país. Para Moniz Bandeira, projeto representado por José Serra é o "do Brasil submisso às diretrizes dos Estados Unidos, com sua economia privatizada e alienada aos interesses aos estrangeiros".

Redação

CM: Qual a sua avaliação sobre o processo eleitoral brasileiro e sobre a disputa que ocorre agora no segundo turno? Como o sr. caracterizaria os dois projetos em disputa?

Moniz Bandeira: O atual processo eleitoral está infectado por uma intensa campanha terrorista, uma guerra psicológica, promovida não apenas direita, mas pela extrema-direita, como a TFP, OPUS DEI e núcleos nazistas do Sul, e sustentada por interesses estrangeiros, que financiam a campanha contra a política exterior do presidente Lula , pois não querem que o Brasil se projete mais e mais como potência política global. Os dois projetos em disputam são definidos: o Brasil como potência econômica e política global, socialmente justo, militarmente forte, defendido pela candidata do PT, Dilma Roussef; o outro, representado por José Serra candidato do PSDB-DEM, é o do Brasil submisso às diretrizes dos Estados Unidos, com sua economia privatizada e alienada aos interesses aos estrangeiros.

Evidentemente, os Estados Unidos, quaisquer que seja seu governo, não querem que o Brasil se consolide como potência econômica e política global, integrando toda a América do Sul como um espaço geopolítico com maior autonomia internacional.

CM: Falando sobre política externa, o sr. poderia detalhar um pouco mais o que, na sua visão, as duas candidaturas representam?

MB: A mudança dos rumos da política externa, como José Serra e seus mentores diplomáticos pretendem, teria profundas implicações para a estratégia de defesa e segurança nacional. Ela significaria o fim do programa de reaparelhamento e modernização das Forças Armadas, a suspensão definitiva da construção do submarino nuclear e a paralisação do desenvolvimento de tecnologias sensíveis, ora em curso mediante cooperação com a França e a Alemanha, países que se dispuseram a transferir know-how para o Brasil, ao contrário dos Estados Unidos. Essa mudança de rumos, defendida pelos mentores de José Serra em política externa, levaria o Brasil a aceitar a tese de que o conceito de soberania nacional desaparece num mundo globalizado e, com isto, permitir a formação de Estados supostamente indígenas, em regiões da Amazônia, como querem muitas 100 ONGs que lá atuam.

CM: E na América Latina? O Brasil aparece hoje como um fator estimulador e fortalecedor de um processo de integração ainda em curso. Que tipo de ameaça, uma eventual vitória de José Serra representaria para esse processo?

MB: José Serra já se declarou, desde a campanha de 2002, contra o Mercosul, como união aduaneira, e sua transformação em uma área de livre comércio, compatível com o projeto da ALCA, que os Estados Unidos tratavam de impor aos países da América do Sul e que o Brasil, apoiado pela Argentina, obstaculizou. Se a ALCA houvesse sido implantada, a situação do Brasil seria desastrosa, como conseqüência da profunda crise econômica e financeira dos Estados Unidos, como aconteceu com o México.

José Serra também criou recentemente problemas, fazendo declarações ofensivas à Argentina, Bolívia e Venezuela, países com os quais o Brasil tem necessariamente de manter muitos boas relações, goste ou não goste de seus governantes. Trata-se do interesse nacional e não de idiossincrasia política.

CM: Na sua avaliação, quais foram as mudanças mais significativas da política externa brasileira, que devem ser preservadas?

MB: O governo do presidente Lula, tendo o embaixador Celso Amorim como chanceler, considerado pela revista Foreign Policy, dos Estados Unidos, como o melhor do mundo, na atualidade, alargou as fronteiras diplomáticas do Brasil. Seus resultados são visíveis em números: sob o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, as exportações do Brasil cresceram apenas 14 bilhões, subindo de 47 bilhões de dólares em 1995 para 61 bilhões em 2002. No governo do presidente Lula, as exportações brasileiras saltaram de 73 bilhões de dólares, em 2003, para 145 bilhões em 2010: dobraram. Aumentaram 72 bilhões , cinco vezes mais, do que no governo de Fernando Henrique Cardoso.

Essas cifras evidenciam o êxito da política externa brasileira, abrindo e diversificando os mercados no exterior. Mas há outro fato que vale ressaltar, para mostrar a projeção internacional que o Brasil. Em dezembro de 2002, último ano do governo de Fernando Henrique Cardoso, as reservas brasileiras eram de apenas 38 bilhões de dólares... Sob o governo Lula, as reservas brasileiras saltaram de 49 bilhões de dólares, em 2003, para 280 bilhões de dólares em outubro de 2010. Aumentaram sete vezes mais do que no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. Tais números representam uma enorme redução da vulnerabilidade do Brasil.

É bom recordar que, logo após o presidente Fernando Henrique Cardoso inaugurar seu segundo mandato, em apenas seis dias, entre 6 e 12 de janeiro de 1999, o Brasil perdeu mais de 2 bilhões de dólares para os especuladores e investidores, que intensificaram o câmbio de reais por dólares, aproveitando ainda a taxa elevada, e suas reservas caíram mais de 4,8 bilhões bilhões, em apenas dois dias, ou seja, de 13 para 14 de janeiro.

Os capitais, em torno de 500 milhões de dólares por dia, continuaram a fugir ante o medo de que o governo congelasse as contas bancárias e decretasse a moratória. E os bancos estrangeiros cortaram 1/3 dos US$ 60 bilhões em linhas de crédito interbancário a curto prazo, que haviam fornecido ao Brasil desde agosto de 1998. A fim de não mais perder reservas, com a intensa fuga de capitais, não restou ao governo de Fernando Henrique Cardoso alternativa senão abandonar as desvalorizações controladas do real e deixá-lo flutuar, com a implantação do câmbio livre.

CM: O sr. poderia apontar uma diferença que considera fundamental entre os governos Lula e FHC?

MB: Comparar os dois governo ocuparia muito espaço na entrevista. Porém apenas um fato mostra a diferença: o chanceler Celso Amorim esteve nos Estados Unidos inúmeras vezes e nunca tirou os sapatos, ao chegar no aeroporto, para ser vistoriado pelos policiais do serviço de controle. O professor Celso Lafer, chanceler no governo de Fernando Henrique Cardoso, submeteu-se a esse vexame, humilhando-se, degradando sua função de ministro de Estados e o próprio país, o Brasil, que representava. E é este homem que ataca a política exterior do presidente Lula e é um mentores de José Serra, cujo governo, aliás, seria muito pior do que o de Fernando Henrique Cardoso.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17093

sábado, 16 de outubro de 2010

Apostilas de ensino, por CQC

CQC e as apostilas com erros grosseiros. Isso aconteceu no governo do tucano José Serra!! Pensem!!!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Por que não votar em Serra!!!

Interessante texto de autoria de Durval Muniz de Albuquerque Júnior (UFRN), presidente da Associação Nacional de História (ANPUH), analisando os dois projetos eleitorais em disputa. Importante contraponto à campanha da mídia golpista contra a candidatura de Dilma Rousseff.

http://www.viomundo.com.br/politica/durval-muniz-um-convite-a-reflexao.html

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Eu e Lula concordamos

Por David Coimbra

Na noite desta segunda, em comício em Joinville, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que é preciso “extirpar o DEM da política brasileira”. Em texto do fim do ano passado, também critiquei o DEM.

Assim:

-
Você sabe o que significa a sigla do partido esse, o DEM? Democratas. Vou lembrar-lhe agora qual é a origem desse DEM, e você vai achar que o nome do partido é ironia. Não é. É pior.

É deboche.

Porque o DEM é sucedâneo de nada menos do que o PFL, que por sua vez é sucedâneo de nada menos do que a Arena, que era nada menos do que o partido de sustentação da ditadura militar.

Sei que muitos sentem saudade dos tempos da ditadura militar. Não os julgo, cada um com suas convicções e preferências. Mesmo estes, porém, haverão de admitir que a ditadura é o oposto da democracia. Não por razões ideológicas; por razões conceituais. Desde que os ingleses estabeleceram a monarquia constitucional, no século 17, pode-se ter democracia até havendo um rei. Havendo um ditador, não. Logo, quem defende a ditadura é contra a democracia.

O PFL defendia a ditadura.

E agora o PFL se chama “Democratas”.

Um nome desses para um partido desses só pode ser caso de escárnio cruel. Eles são os “Democratas”… Por favor!

Alguém talvez pergunte os motivos que levaram o PFL a trocar de nome. Afinal, trata-se de uma mudança incomum. Quando o Brizola voltou ao Brasil, em 1979, ele queria desesperadamente retomar o comando de seu velho partido, o PTB.
Seria uma união perigosa para os interesses da ditadura — Brizola tinha prestígio como líder político e o PTB tinha prestígio como defensor dos interesses dos trabalhadores. O governo precisava apartar um de outro, e trabalhou intensamente para que isso acontecesse. Conseguiu. A sigla ficou com a sobrinha-neta de Getúlio Vargas, Ivete Vargas. Brizola chorou quando a Justiça lhe subtraiu os direitos sobre sua antiga legenda. E a ditadura atingiu seu objetivo: nem o PTB de Ivete nem o PDT de Brizola recuperaram o patrimônio trabalhista do PTB de Getúlio e Jango. A herança do velho PTB, de certa forma, foi arrebatada depois pelo PT, mas essa é outra história.

O importante é que o antigo PTB tinha um nome a zelar. Era uma sigla poderosa.

O antigo MDB também se orgulhava de seu nome, tanto que o senador Pedro Simon não chama seu partido de PMDB, chama de MDB. Está certo, o Simon: esse MDB com pê na frente assemelha-se muito ao PFL no quesito fisiologismo — o PFL fazia qualquer negócio para se acochambrar com o poder. Só que o PMDB não sustentava a ditadura. O PFL, sim. Por isso, o PFL teve que trocar de nome — até as pessoas menos esclarecidas já intuíam o que o partido representava.

E agora o PFL se chama “Democratas”…

É por isso que exultei ao assistir aos vídeos daqueles caras do DEM-PFL-Arena recebendo pacotes de dinheiro escuso, não tendo bolsos em número suficiente para meter tanto dinheiro em seus ternos bem cortados, sendo obrigados a enfiar maços de notas de 50 nos carpins. Foi bonito aquilo, porque mostrou a verdadeira cara do DEM.

Que é o PFL.

Que era o pior pedaço da Arena.

É possível que existam homens dignos no DEM. Não devia. Democratas não consentem em conviver com tamanha contradição. Democratas não defendem a ditadura.

http://wp.clicrbs.com.br/davidcoimbra/2010/09/14/eu-e-lula-concordamos/?topo=13,1,1,,,2

domingo, 12 de setembro de 2010

Famílias poderão receber auxílio financeiro para cuidar de idosos

Tramita na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado um projeto de lei que cria auxílio financeiro para a família que mantém sob seus cuidados pessoa com mais de setenta anos

Da Equipe Ágere

Tramita na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado um projeto de lei que cria auxílio financeiro para a família que mantém sob seus cuidados pessoa com mais de setenta anos.

A chamada Ajuda Especial de Mantença será para a família com renda mensal per capita igual ou inferior a um salário mínimo que cuida de pessoa com mais de setenta anos.

Segundo a proposta, o valor do auxílio será mensal de um salário mínimo por pessoa com mais de setenta anos. O benefício, de acordo com o projeto de lei, será pago até a data de falecimento do idoso.

A proposição, de autoria do senador Jefferson Praia (PDT-AM ), considera família os parentes de até terceiro grau que assumam a responsabilidade e o ônus econômico de cuidar do idoso.

Ainda segundo o projeto, a família beneficiada com a Ajuda Especial de Mantença tem o dever de empregar o dinheiro em proveito exclusivo do bem-estar e da saúde idoso, sob pena de responsabilização civil; e de comunicar em até 30 dias às autoridades públicas o falecimento do idoso que estava sob seus cuidados. Caso isto não seja feito, a família poderá responder criminalmente por apropriação indébita.

O senador amazonense destaca que a população idosa no Brasil era formada por mais de 14 milhões de pessoas em 2002, e a tendência é que nas próximas décadas esse número cresça consideravelmente.

“Cerca de quinhentos mil brasileiros com mais de setenta anos de idade continuam a viver em lares extremamente pobres ou estão internados em asilos ou em instituições assemelhadas, quando não ficam entregues à própria sorte. E o futuro pode ser ainda pior, visto que esse número tende a crescer em decorrência da transição demográfica por que passa o país”, afirma o senador.

Praia também destaca que as pessoas de mais baixa renda “não gozam de uma velhice confortável e digna nem possuem as mínimas condições de autonomia, integração e participação efetiva na sociedade”.

“A maior parte delas vai para asilos, muitas vezes pela impossibilidade de que suas famílias arquem com os custos financeiros decorrentes dos cuidados que elas demandam. Assim, ao garantir à família o benefício de um salário mínimo para o cuidado e a manutenção do idoso, este projeto oferece uma solução viável e de grande valor social”, argumenta.

Por fim, o congressista do Amazonas revela que a proposta se inspira no sucesso de medida semelhante adotada em países da Europa, como a Itália. Neste país, explica o senador, o pagamento do auxílio provocou “a desativação de metade dos asilos existentes, graças ao retorno dos idosos à convivência familiar”.

08/09/2010 04:09:32

http://www.agere.org.br/site/?vis=noticias.noticias&filtro[not_id]=763

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Tarso amplia vantagem sobre Fogaça

O candidato do PT ao governo do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, aumentou de 6 para 11 pontos percentuais a vantagem sobre José Fogaça (PMDB) mostra pesquisa Vox Populi/Band/iG deste quarta-feira. Segundo a pesquisa, Tarso oscilou positivamente de 34% para 35% em relação a julho. Fogaça foi de 28% para 24%.

A governadora Yeda Crusius (PSDB) passou de 12% para 10%. Schneider (PMN) marcou 1% e os demais candidatos não pontuaram. Os brancos e nulos são 5% e os indecisos 23%. A margem de erro da pesquisa é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

Tarso também lidera a pesquisa espontânea com 20%, seguido de Fogaça com 10% e Yeda com 7%. A governadora lidera o ranking da rejeição com 29%, Tarso tem 10% e Fogaça 7%.

A maior parte dos entrevistados, 38%, acredita que o petista vai ganhar a eleição, 24% apostam em Fogaça e 9% em Yeda.

O governo da tucana tem avaliação positiva de apenas 23%, regular de 42% e negativa de 33%. Já o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é avaliado positivamente por 72%, regular por 22% e negativamente por 4%.


http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/vox+populi+tarso+amplia+vantagem+sobre+fogaca/n1237752951397.html

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Baixe e use

A Câmara dos Deputados criou o Baixe e Use, catálogo com 170 produções originais da TV Câmara disponíveis para download gratuito. A qualidade da resolução dos vídeos é ótima.
São reportagens, documentário e interprogramas informativos, abordando vários assuntos. Os vídeos estão divididos por eixos temáticos: cidadania, humanidades, comunicação, educação, saúde, economia e política.

Abaixo está o link para o Baixe e Use.

http://www.camara.gov.br/internet/tvcamara/?lnk=BAIXE-E-USE&selecao=BAIXEUSE

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Novo currículo para as escolas estaduais gaúchas

Lições do Rio Grande: referencial curricular para as escolas estaduais. Apreciação da Faculdade de Educação da UFRGS

Em um momento em que chega às escolas da rede estadual do Rio Grande do Sul um conjunto de materiais didáticos, intitulado Lições do Rio Grande: referencial curricular para as escolas estaduais, é oportuna nossa manifestação com o objetivo de fazer algumas considerações sobre possibilidades de efetividade de uma ação inserida em política do campo curricular cuja finalidade explícita é a melhoria das condições de qualidade da Educação Básica pública estadual. Dada a incidência de nosso trabalho na formação de professores, fazemos alguns registros que permitam uma abertura de discussão sobre conexões entre o/um referencial curricular e certas condições do trabalho docente.

Cabe esclarecer que não entraremos em análises do conteúdo dos cadernos, em suas áreas e disciplinas. Nossa compreensão é de que o material possui méritos em sua composição e conteúdo (seleção de tópicos, forma de abordagem, uso de bibliografia de referência), assim como acontece com outros recursos pedagógicos à disposição das escolas públicas brasileiras na atualidade.


Primeiro registro: autonomia da escola
Na introdução de todos os cadernos do Lições do Rio Grande, é afirmado que “A autonomia pedagógica da escola consiste na liberdade de escolher o método de ensino, em sua livre opção didático-metodológica, mas não no direito de não ensinar, de não levar os alunos ao desenvolvimento daquelas habilidades e competências cognitivas ou de não abordar aqueles conteúdos curriculares”. O reenquadramento da margem de autonomia das escolas é reconhecido pela Secretaria de Estado da Educação. Os conteúdos curriculares, sabemos, estão articulados a teorias, metodologias e práticas, o que requer um nível de discernimento e autonomia dos educadores que não se restringe a meras técnicas de trabalho. As políticas curriculares, para serem implementadas, dependem de adesão por parte dos que vão implementá-las – neste caso, dirigentes escolares e professores. Lembremos que estamos tratando de uma política que chega às escolas encontrando um legado que não será suplantado apenas pela afirmação de que não se negocia a adoção dos conteúdos propostos. Nossa defesa é a da autonomia da escola, mas, além disso, queremos sublinhar a concepção ingênua de extinguir certa autonomia e objetivar instaurar outra por uma declaração e pela disponibilização de cadernos, estando ausentes certas condições indispensáveis para a efetividade da política.


Segundo registro: referenciais curriculares ou propostas pedagógicas e condições do trabalho pedagógico
Valorização dos profissionais da educação, insumos pedagógicos e adequada infra-estrutura física das escolas estão entre as condições de um trabalho pedagógico eficaz. A garantia destes quesitos exige gastos públicos, os quais têm estado muito aquém do necessário para recuperar déficits de condições de qualidade da educação escolar. A qualidade da educação tem ficado à mercê de ajustes fiscais do estado do Rio Grande do Sul. As escolas recebem um repasse de recursos do governo estadual que lhes disponibiliza, em média, 30 reais por aluno por ano. Esse é o principal recurso com o qual conta a maioria das escolas, o que evidencia as limitadíssimas possibilidades de prover as escolas de certos insumos para um trabalho pedagógico de acordo com os requisitos de qualidade na contemporaneidade. Outro fator é que o valor mínimo de remuneração de um professor da rede pública estadual, para 20h, é de R$ 510,00, um dos menores do país. Neste contexto, é importante lembrar que a Constituição Estadual determina que sejam gastos 35% da receita líquida de impostos do governo estadual na manutenção e desenvolvimento do ensino. Nos últimos anos, este percentual não tem sido aplicado, com perdas, em 2008 e 2009, superiores a um bilhão de reais em cada ano. A rede estadual foi encolhendo nos últimos anos: de 1996 para 2008 passou de um atendimento de 65% para 57% da matrícula na Educação Básica pública gaúcha. Com a reorganização da rede estadual no governo atual, foram fechadas escolas, foi incentivada a municipalização da pré-escola, foi aumentado o número de alunos por turma, foi reorganizada a distribuição de funções no âmbito escolar. O que tem se mostrado visível é a ligação desses ajustes com as razões do ajuste fiscal do estado, permanece invisível a maior disponibilidade de recursos para a rede estadual, bem como as razões pedagógicas ou de eficácia das ações públicas nestas ações. Os referenciais curriculares chegam às escolas numa conjuntura que dissocia o que é esperado do trabalho docente para promover certas aprendizagens e o que o governo estadual está disposto a investir na qualificação da educação e na valorização dos profissionais da educação estadual.


Terceiro registro: referenciais curriculares e políticas de formação inicial e continuada de professores
A formação inicial e continuada de professores é também requisito da qualidade da educação escolar. Sem entrar no mérito do conteúdo de diferentes diretrizes ou referenciais, nos parece urgente a abertura de diálogo para discutir política(s) de formação de professores. Propomos um diálogo interinstitucional e intergovernamental, incluindo, pelo menos, governo estadual, governos municipais, universidades e demais instituições formadoras de professores, entidades representativas das instituições formadoras de profissionais da educação, profissionais da educação e instâncias que os representam, conselhos escolares, conselhos de educação. O sucesso da implementação de políticas curriculares está estreitamente ligado a políticas que incidam na formação docente, inicial e continuada, bem como na disponibilização de outras condições, das quais fazem parte certos padrões básicos de qualidade da educação. Um conjunto de lições, isolado, não dá conta de iniciar uma inflexão expressiva no trabalho docente. É nessa circunstância que propomos o debate e que convocamos o compromisso público dos candidatos ao governo do estado para com essa futura intervenção coletiva.

Comissão de sistematização: Nalu Farenzena, Juca Gil, Paola Zordan, Marise Amaral, Nestor Kaercher

Diretor da Faculdade de Educação: Johannes Doll

Texto retirado de http://www.cpers.org.br/index.php?&menu=1&cd_noticia=2518


A Carta de Pero Vaz de Caminha

segunda-feira, 19 de julho de 2010

2ª Olimpíada Nacional em História do Brasil

A 1ª Olimpíada Nacional em História do Brasil ocorreu em 2009, contou com cerca de 16 mil inscritos e foi um grande sucesso entre alunos e professores de todo o país!

A 2ª Olimpíada traz novamente o desafio de estudar a história do Brasil por meio de textos, documentos, imagens e mapas, ao longo de questões de múltipla escolha e da realização de tarefas muito especiais!

Serão 5 fases online e uma fase final, presencial, que ocorrerá na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).


Interessados acessar http://www.mc.unicamp.br/2-olimpiada/inicio/index


quarta-feira, 14 de julho de 2010

Melhor IDEB de Porto Alegre

Grata surpresa! A escola na qual leciono, EMEF Vereador Antônio Giúdice, obteve o índice do IDEB de 2009, mais alto da rede municipal de Porto Alegre, que abrange um total de 95 escolas de ensino fundamental. Em que pese possíveis críticas a este sistema de avaliação escolar, é um número a ser comemorado.

Parabéns a toda equipe do Giúdice, demonstrando mais uma vez que realiza um trabalho de qualidade. E parabéns sobretudo aos alunos, os quais estão comprovando seu enorme potencial.

Mas cabe uma reflexão importante: se as condições oferecidas pelo poder público à escola e a todos os profissionais de educação fossem melhores, será que tais índices não poderiam ser ainda mais altos?

domingo, 11 de julho de 2010

RBS quer calar família de garota ESTUPRADA

Texto enviado para mim por um amigo, assinado por Mães Indignadas do Colégio Catarinense.

"Estamos nos dirigindo a vocês, por ser nosso único meio de comunicação ainda livre de controle da informação falada e escrita, especialmente para o nosso caso de Florianópolis onde o domínio é total pela RBS que controla tudo.

Somos um grupo de mães do tradicional Colégio Catarinense de Florianópolis. É de conhecimento geral de que se trata de um colégio no qual estudam os filhos das famílias mais tradicionais, influentes e ricas de nossa Cidade, ou seja, a chamada "elite" Florianopolitana. Neste momento em que escrevemos isso estamos profundamente envergonhadas, pois este colégio está se tornando uma escola formadora de alunos pedantes, arrogantes, sem escrúpulos, sem noção do que é certo ou errado, pois esta escola está travestida de uma impunidade para os atos de seus alunos de pais influentes.

- Já não bastassem que há anos existam drogas circulando pelas dependências da escola, trazidas e servidas pois filhos de pais influentes;

- Já não bastassem que há anos acontece de tudo nas dependências da escola, como cheirar, fumar todos os tipos de fumo, transar, bater e intimidar os mais fracos;

- Já não bastassem as gangues famosas do Catarinense ameaçando os próprios alunos que não fazem parte, ou andando pela cidade ameaçando alunos de outras escolas, ou nas baladas cantando de galos, ou lutando entre si até sangrarem como já apareceu na TV;

Como se isso não bastasse, sem que nós pais pouco ou nada pudéssemos fazer junto a Direção do Colégio para que tomassem uma atitude com essa permissividade absurda que estava crescendo nas dependências da escola, principalmente em relação a esses filhos dessa elite maldita de nossa Cidade, agora temos um estupro de uma de nossas adolescentes. Isso mesmo, uma aluna do Colégio Catarinense foi brutalmente estuprada por três colegas, igualmente com 14 anos cada e colegas do mesmo colégio.

Tomamos essa medida de contar esta história que aconteceu há poucos dias (hoje é 28/06/2010), mas que está sendo abafada pela imprensa, porque um dos alunos estupradores é o filho de 14 anos do Sr. Sérgio Sirotsky, um dos Diretores da RBS TV e o outro é o Bruno, filho de um Delegado de Polícia da Cidade. O outro aluno ainda não conseguimos levantar. Quanto ao nome da adolescente, não divulgaremos a pedido da família que está em choque. O que podemos divulgar é que a garota fez o exame de corpo de delito e o processo esta correndo em sigilo (o sigilo não foi pedido pelos pais da garota e sim pelo Delegado e pelo Sr. Sérgio Sirotsky pra preservar os delinqüentes e estupradores de seus filhos).

O caso ocorreu porque a menina terminou o namoro com o filho do Delegado, aí os amigos resolveram se vingar da garota. Encontraram com ela no Shopping Beira Mar, colocaram alguma droga na sua bebida (parece que foi a droga Boa Noite Cinderela) e a levaram para o apartamento da Mãe do filho do Sérgio Sirotsky que fica bem próximo ao Shopping Beira Mar. No quarto do garoto, os três estupraram a garota de todas as maneiras possíveis, até introduziram um controle remoto na vagina. Quando estavam estrangulando a garota, a mãe (ex mulher do Sérgio Sirotsky) entrou no quarto. Disseram que em princípio, e acreditamos que sim, pois deve ter sido uma cena grotesca e inimaginável para qualquer pai ou mãe, teve um ataque e bateu muito nos garotos e principalmente no filho. Porém passado o choque inicial, ela deve ter pensado nas conseqüências terríveis do ato de seu filho e resolveu protegê-lo. A garota ainda estava desacordada, então ela vestiu a menina, enrolou um cachecol em volta de seu pescoço para esconder as marcas e ligou para a mãe da menina dizendo: "Venham buscar sua filha, pois sabe como são esses adolescentes, fizeram uma festinha aqui em casa na minha ausência, andaram bebendo e se passando, ela está meio bêbada e caindo pelas tabelas." Os pais foram buscá-la e a levaram para casa desacordada, porém aos poucos ela foi acordando e começou um choro desesperado e a falar coisas desconexas beirando ao histerismo. A mãe apavorada com o comportamento da filha, tentando acalma-la e ao tirar o cachecol viu as marcas no pescoço da filha em choque sem saber o que pensar ou dizer levaram imediatamente a filha ao médico e lá chegando o mundo foi caindo para esta família. Depois do médico foram orientados a ir a Polícia e a fazer o exame de corpo e delito.

Desnecessário dizer que os pais da garota receberam o telefonema do todo poderoso da RBS para que resolvessem esse "problema" e forma discreta, pois a final era o futuro de "seus" filhos que estava em jogo.

Pergunta: Qual futuro está em jogo???? Da garota estuprada ou dos garotos estupradores?????

Resposta: A garota irá sofrer muito com certeza e juntamente com toda a sua família, mas irá superar porque o mal não está com ela. Agora, esses garotos estupradores e quase assassinos, porque se a mãe não tivesse chegado a tempo eles teriam matado a menina, esses não têm mais jeito, esses estão marcados pro resto da vida têm que ser punidos, pois se não forem continuarão a fazer isso com outras meninas respaldados por essa impunidade garantida pelos seus pais poderosos.

Divulguem isso por favor, nos ajude a impedir que mais essa aberração desses garotos passe impune. Que aliás não é a primeira vez que esses garotos aprontam, são uns delinquentes, prodígios de bandidos."

Assinado: Mães indignadas do Colégio Catarinense

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