segunda-feira, 28 de junho de 2010

A herança escravista - Luis Felipe de Alencastro

Depoimento de Luis Felipe de Alencastro sobre as cotas.




terça-feira, 22 de junho de 2010

Salve Dunga! Cala a boca Globo!

Após o jogo do Brasil contra Costa do Marfim, pela segunda rodada da Copa da África do Sul, uma polêmica varreu diversos lares e computadores brasileiros: por qual motivo o técnico da seleção de futebol brasileira teria proferido vários xingamentos a um repórter da Rede Globo.

Agora, começam a vir à tona os motivos para tal episódio ter acontecido. Momentos antes do jogo, a Globo havia acertado com Ricardo Teixeira, presidente da CBF, entrevistas exclusivas com 3 jogadores (entre eles, Luís Fabiano) e o próprio técnico Dunga. Mas ao contrário do que ocorreu em outras copas, o técnico vetou as entrevistas, procurando dar mais tranquilidade ao seu grupo de jogadores e não deixar surgir o clima de "já ganhou", como ocorreu em 2006.

Furiosos, os jornalistas que seriam responsáveis pelas entrevistas exclusivas, lançaram uma verdadeira campanha contra Dunga, entre eles Alex Escobar, quem seria responsável por elas. Foi para ele que Dunga proferiu os palavrões, já que durante sua coletivo oficial para toda a imprensa mundial, Escobar estava falando ao telefone com outro jornalista da Globo, falando sobre o assunto e gesticulando num tom claro de desaprovação à atitude do técnico brasileiro. Como percebeu a postura do repórter, Dunga o interpelou.

No entanto, o que a Rede Globo não contava era com o apoio massiço da população brasileira ao técnico Dunga, enviando para a emissora milhares de mensagens em prol do capitão do tetra. Abaixo, uma das imagens veiculadas nesta campanha, a qual eu me incluo. Eu apoio o Dunga!


sexta-feira, 18 de junho de 2010

A língua portuguesa de luto!

Morre aos 87 anos o genial escritor português José Saramago. Único da língua portuguesa a ganhar o Nobel de literatura, prêmio concedido pelo conjunto de sua obra. Alguns dos livros de Saramago estão entre os principais da literatura mundial dos últimos 30 anos, entre os quais O evangelho segundo Jesus Cristo, Ensaio sobre a cegueira, O ano da morte de Ricardo Reis, História do cerco de Lisboa, dentre outros.

Além da literatura, Saramago era um importante ativista em prol das causas sociais, militante comunista de longa data.

Saramago faleceu hoje, dia 18 de junho de 2010, às 12h30 (horário local), vítima de múltipla falha orgânica após uma prolongada doença.

A literatura mundial está mais triste hoje, perdendo um de seus principais expoentes.

Era meu escritor favorito!

terça-feira, 1 de junho de 2010

Oficina sobre questões étnico-raciais

Sábado passado, dia 29 de maio, participei de atividades bem interessantes na escola onde leciono, EMEF Ver. Antônio Giúdice, em Porto Alegre, sobre como trabalhar a lei 10.639/03 em sala de aula. Lei que obriga os estabelecimentos de ensino a abordarem a História da África e dos afrobrasileiros.
As fotos mostram o entusiasmo dos professores.
Acima, o resultado de uma oficina para construção de pequenos tambores.


Estas duas mostram instrumentos musicais de origem africana. O professorado cantou e dançou até cansar!!!


quinta-feira, 27 de maio de 2010

Mumificação com meus alunos



Para explicar o processo real de mumificação do Antigo Egito e demonstrar os motivos pelos quais permitem um corpo ser preservado sem se decompor, foi simulado o que os antigos egípcios realizavam com uma pessoa, mas utilizando um peixe.

A mumificação iniciou com a separação do material necessário para realizar a experiência: para servir de corpo a ser mumificado foi utilizado um peixe fresco (com escamas), bicarbonato de sódio (substituindo o natrão, substância encontrada no fundo do rio Nilo, a qual era utilizada pelos egípcios durante o processo de criação da múmia), um pote com tampa (que serviu de sarcófago para a múmia), luvas cirúrgicas e máscara. De posse de todo o material necessário, fez-se um pequeno corte no ventre do peixe, retirando todos seus órgãos internos. Foi introduzido bicarbonato de sódio no interior do corte feito no animal, nas guelras, na boca e no fundo do pote, de maneira a não ficar nenhum espaço sem bicarbonato. O peixe foi colocado dentro do pote e coberto totalmente com bicarbonato de sódio, devendo permanecer tampado durante uma semana, para depois desse período o bicarbonato de sódio ser trocado. Finda a segunda semana da experiência, o peixe está desidratado, por conta da ação do bicarbonato e não entrará em decomposição do mesmo modo que o corpo de um ser humano que não tenha passado pelo procedimento.

Maquetes dos meus alunos

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Ode aos professores

Juremir Machado da Silva

Recebi esta pergunta: "Por que o senhor defende tanto os professores?". Achei, inicialmente, a pergunta estranha. Afinal, a resposta sempre me parecera óbvia. Depois, comecei a responder para mim mesmo. Embora seja impossível estabelecer objetivamente um ranking de profissões, eu acho o trabalho de professor o mais importante que existe, especialmente o de professor de ensino fundamental e médio, função que nunca exerci, embora tenha chegado a passar num concurso. Sei da importância dos médicos, dos engenheiros, dos padeiros, dos lixeiros e de tantos outros profissionais. Mesmo assim, considero que o professor é a base de tudo.

Por pensar assim, sempre vejo como injustos e até mesmo absurdos os salários pagos aos professores do ensino público. Não consigo aceitar que qualquer jogador de futebol ruim ganhe mais do que um professor. Esperamos dos professores que eles eduquem os nossos filhos, dando-lhes conhecimentos e valores. Depositamos enormes esperanças na atividade desses mestres de poucos recursos e muita perseverança. Cobramos muito. Pagamos pouco. A desculpa é sempre a mesma: os cofres públicos não comportam salários maiores para uma categoria tão numerosa. Essa explicação sempre me parece fácil, simplória, hipócrita e até canalha. É uma maneira de lavar as mãos. A culpa não é só dos governantes. É da sociedade. Por que não nos organizamos para pagar melhor os professores? Outro dia, na Rádio Guaíba, o senador Paulo Paim nos garantiu que não existe o rombo da Previdência Social. Autorizou-me a chamar de mentiroso quem afirme o contrário. Não perderei a oportunidade.

De minha parte, farei uma afirmação categórica: a sociedade brasileira pode pagar melhor seus professores. Não o faz por não os valorizar suficientemente. Volta e meia, ouço alguém atacar os professores dizendo algo assim: "Se não estão satisfeitos que mudem de profissão". Nunca ouço argumento semelhante aplicado aos grandes proprietários que pedem subsídios aos governos. Os professores viraram saco de pancada. Os governantes empurram com a barriga o eterno problema dos baixos salários. Por toda parte, vejo professores trabalhando duro e ganhando pouco. Ser professor é cada vez mais difícil e bonito. Hoje, além de saber passar informações, é preciso saber educar num ambiente de liberdade. Muita gente tem saudades dos castigos corporais e dos métodos medievais nas escolas. São os mesmos que sentem saudade da ditadura militar e que fecham os olhos para a tortura.

Imagino um leitor conservador dizendo-se que estou empilhando clichês ou fazendo demagogia. Num ano eleitoral, eu espero que algum candidato apresente um plano consistente para a educação. Teria meu voto. Toda hora alguém diz que só a educação muda um país. Para que a educação mude um país, no entanto, o país precisa mudar a sua educação. Um bom começo seria pagar melhor os professores. Eu não me importaria de pagar mais impostos para isso. Pagar impostos pode ser muito bom. Faz bem para a sociedade. Não há serviços sem impostos. Jamais.

Juremir Machado da Silva é jornalista e professor

* Artigo publicado no jornal Correio do Povo, de Porto Alegre/RS, edição do dia 4 de maio de 2010

PROCEDIMENTOS DIDÁTICO-PEDAGÓGICOS APLICÁVEIS EM HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA

Hoje pela manhã ocorreu a abertura oficial do curso Procedimentos Didático-Pedagógicos Aplicáveis em História e Cultura Afro-Brasileira, promovido pela UFRGS com apoio do Mec e de cidades da região metropolitana de Porto Alegre. Tenho grande expectativa sobre esse curso, o qual terá duração de abril a dezembro de 2010.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Nem esquecimento, nem perdão!!!

Slides com fotos de pessoas desaparecidas na Argentina durante a violenta ditadura militar, que durou de 1976 a 1983. O trabalho fotográfico é belíssimo, porém extremamente triste.

quarta-feira, 31 de março de 2010

O museu é legal!

Quando estava cursando o final da faculdade, participei de um projeto que guardo com muito carinho em minha memória. O programa "O museu é legal" (2002-2004), organizado pelo Núcleo de Educação Patrimonial, do Museu da Baronesa, em Pelotas, teve uma repercussão imensa, não apenas na cidade, mas pelo Brasil afora.

Modéstia a parte, sua qualidade é inquestionável. Lembro da carta de uma professora das séries iniciais, na qual dizia que tínhamos dado a ela novamente a esperança na educação. Foi uma comoção geral na equipe do Museu!

Vou explicar um pouco o que era esse projeto com a ajuda de umas fotos da época. Pena que não apareço em nenhuma das fotos, já que era o fotógrafo.

Aqui a primeira etapa: íamos a sala de aula (turmas de 3ª. série) e conversávamos sobre patrimônio.

Antes da nossa visita, as professoras pediam que os alunos trouxessem um objeto dos quais eles gostavam. Podia ser qualquer coisa. Então, montávamos o "Museu da sala de aula". Dessa forma, viam que museu não é lugar só de coisa velha e de gente rica, mas local que guarda aquilo que gostamos e é importante para nós.

Depois da visita ao "Museu da sala de aula", era apresentada uma peça de teatro de fantoches com o personagem Fuxico. A música de fundo era Aquarela, de Toquinho. Inesquecível as carinhas ansiosas, os olhinhos brilhando e a interação com o Fuxico.

Segunda etapa: os alunos chegando ao museu.
Aqui o início da visita ao museu: história da cidade contada com a ajuda de imagens.
Oficina de dança afro. Eles conheciam um instrumento de percussão dos escravos, o sopapo, e cantavam junto ao violão a música o "O museu é legal".
Moradores da casa: a Baronesa dos Três Cerros e o escravo Conrado.
Moradores da casa: o Barão dos Três Cerros e a escrava Clara.
Visita ao interior do museu. Eles nem imaginavam que encontrariam e conversariam com os moradores da casa.
Após a visita ao interior do museu, cada um desenhava o que mais tinha gostado. Todos ganhavam um "Passe pai", para trazerem os pais ao museu um outro dia sem qualquer custo. Vários voltavam!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Maré capoeira

Maré Capoeira
Ficção | De Paola Barreto | 2005 | 14 min

Os encantos da capoeira vistos pelos olhos de uma criança, em uma história de amor e de guerra.

Ilha das Flores

Ilha das Flores

Documentário. Diretor: Jorge Furtado Ano: 1989 Duração: 13 min.

Um ácido e divertido retrato da mecânica da sociedade de consumo. Acompanhando a trajetória de um simples tomate, desde a plantação até ser jogado fora, o curta escancara o processo de geração de riqueza e as desigualdades que surgem no meio do caminho. Muito bom!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Trabalhadores das pirâmides 'não eram escravos'



Cientistas apresentaram no Egito tumbas cuja localização, próxima das principais pirâmides, reforça a teoria de que esses grandes monumentos foram construídos por trabalhadores livres, e não por escravos.

Os túmulos, construídos cerca de 4,5 mil anos atrás, contêm os restos mortais dos trabalhadores que morreram enquanto levantavam as pirâmides de Quéops e Quéfren.

"Essas tumbas foram construídas ao lado da pirâmide do faraó, o que indica que essas pessoas não eram, de forma alguma, escravos", disse o arqueólogo que chefiou os trabalhos de escavação, Zahi Hawass.

"Se fossem escravos, eles não poderiam ter construído suas tumbas ao lado da do faraó."

Ele disse que a descoberta "pode ser a mais importante do século 21" em relação à civilização egípcia.

Os túmulos são feitos de argila seca, semelhante a outras covas descobertas em 1990, e datam das 4ª e 5ª dinastia (2649-2374 AC).

Tradicionalmente, as autoridades do Egito refutam a teoria de que as pirâmides foram construídas por escravos, alegando que essa hipótese – um "mito", em suas palavras – ignora as habilidades necessárias na construção e a sofisticação da civilização egípcia.

Evidências colhidas no sítio arqueológico indicam que 21 vacas e 23 cordeiros eram enviados diariamente para alimentar cerca de 10 mil pessoas que trabalharam na construção das pirâmides.

Segundo Hawass, é possível que os fornecedores da carne, fazendeiros no Delta do Rio Nilo e no sul do Egito, não estivessem pagando impostos ao governo, e sim fazendo parceiras com o governo nesses grandes projetos nacionais da época.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2010/01/100111_egito_tumbas_pu.shtml

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