quarta-feira, 14 de abril de 2010

Museu Afrobrasil: trabalho e escravidão

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Nem esquecimento, nem perdão!!!

Slides com fotos de pessoas desaparecidas na Argentina durante a violenta ditadura militar, que durou de 1976 a 1983. O trabalho fotográfico é belíssimo, porém extremamente triste.

quarta-feira, 31 de março de 2010

O museu é legal!

Quando estava cursando o final da faculdade, participei de um projeto que guardo com muito carinho em minha memória. O programa "O museu é legal" (2002-2004), organizado pelo Núcleo de Educação Patrimonial, do Museu da Baronesa, em Pelotas, teve uma repercussão imensa, não apenas na cidade, mas pelo Brasil afora.

Modéstia a parte, sua qualidade é inquestionável. Lembro da carta de uma professora das séries iniciais, na qual dizia que tínhamos dado a ela novamente a esperança na educação. Foi uma comoção geral na equipe do Museu!

Vou explicar um pouco o que era esse projeto com a ajuda de umas fotos da época. Pena que não apareço em nenhuma das fotos, já que era o fotógrafo.

Aqui a primeira etapa: íamos a sala de aula (turmas de 3ª. série) e conversávamos sobre patrimônio.

Antes da nossa visita, as professoras pediam que os alunos trouxessem um objeto dos quais eles gostavam. Podia ser qualquer coisa. Então, montávamos o "Museu da sala de aula". Dessa forma, viam que museu não é lugar só de coisa velha e de gente rica, mas local que guarda aquilo que gostamos e é importante para nós.

Depois da visita ao "Museu da sala de aula", era apresentada uma peça de teatro de fantoches com o personagem Fuxico. A música de fundo era Aquarela, de Toquinho. Inesquecível as carinhas ansiosas, os olhinhos brilhando e a interação com o Fuxico.

Segunda etapa: os alunos chegando ao museu.
Aqui o início da visita ao museu: história da cidade contada com a ajuda de imagens.
Oficina de dança afro. Eles conheciam um instrumento de percussão dos escravos, o sopapo, e cantavam junto ao violão a música o "O museu é legal".
Moradores da casa: a Baronesa dos Três Cerros e o escravo Conrado.
Moradores da casa: o Barão dos Três Cerros e a escrava Clara.
Visita ao interior do museu. Eles nem imaginavam que encontrariam e conversariam com os moradores da casa.
Após a visita ao interior do museu, cada um desenhava o que mais tinha gostado. Todos ganhavam um "Passe pai", para trazerem os pais ao museu um outro dia sem qualquer custo. Vários voltavam!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Vida Maria

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Maré capoeira

Maré Capoeira
Ficção | De Paola Barreto | 2005 | 14 min

Os encantos da capoeira vistos pelos olhos de uma criança, em uma história de amor e de guerra.

Ilha das Flores

Ilha das Flores

Documentário. Diretor: Jorge Furtado Ano: 1989 Duração: 13 min.

Um ácido e divertido retrato da mecânica da sociedade de consumo. Acompanhando a trajetória de um simples tomate, desde a plantação até ser jogado fora, o curta escancara o processo de geração de riqueza e as desigualdades que surgem no meio do caminho. Muito bom!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Trabalhadores das pirâmides 'não eram escravos'



Cientistas apresentaram no Egito tumbas cuja localização, próxima das principais pirâmides, reforça a teoria de que esses grandes monumentos foram construídos por trabalhadores livres, e não por escravos.

Os túmulos, construídos cerca de 4,5 mil anos atrás, contêm os restos mortais dos trabalhadores que morreram enquanto levantavam as pirâmides de Quéops e Quéfren.

"Essas tumbas foram construídas ao lado da pirâmide do faraó, o que indica que essas pessoas não eram, de forma alguma, escravos", disse o arqueólogo que chefiou os trabalhos de escavação, Zahi Hawass.

"Se fossem escravos, eles não poderiam ter construído suas tumbas ao lado da do faraó."

Ele disse que a descoberta "pode ser a mais importante do século 21" em relação à civilização egípcia.

Os túmulos são feitos de argila seca, semelhante a outras covas descobertas em 1990, e datam das 4ª e 5ª dinastia (2649-2374 AC).

Tradicionalmente, as autoridades do Egito refutam a teoria de que as pirâmides foram construídas por escravos, alegando que essa hipótese – um "mito", em suas palavras – ignora as habilidades necessárias na construção e a sofisticação da civilização egípcia.

Evidências colhidas no sítio arqueológico indicam que 21 vacas e 23 cordeiros eram enviados diariamente para alimentar cerca de 10 mil pessoas que trabalharam na construção das pirâmides.

Segundo Hawass, é possível que os fornecedores da carne, fazendeiros no Delta do Rio Nilo e no sul do Egito, não estivessem pagando impostos ao governo, e sim fazendo parceiras com o governo nesses grandes projetos nacionais da época.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2010/01/100111_egito_tumbas_pu.shtml

Neandertal usava pintura corporal e bijuteria

Uma equipe de pesquisadores disse que encontrou as primeiras evidências convincentes de que o homem de Neandertal pintava o corpo e usava bijuteria há 50 mil anos.

Conchas contendo resíduos de pigmentos usados para este fim foram encontradas em dois sítios arqueológicos em Múrcia, no sul da Espanha.

O arqueólogo português, João Zilhão, que lidera a equipe a partir da Universidade de Bristol, na Inglaterra, disse que foram examinadas conchas que eram usadas como utensílios para a mistura e armazenamento de pigmentos.

Bastões pretos com um pigmento à base de manganês podem ter sido usados como tinta para o corpo. Artefatos semelhantes foram encontrados na África no passado.

"(Mas) esta é a primeira evidência segura do uso de cosméticos", disse o arqueólogo à BBC. "A utilização destas receitas complexas é novidade. É mais do que tinta para o corpo."

Os cientistas encontraram fragmentos de um pigmento amarelo que, segundo eles, pode ter sido usado como base para maquiagem.

Eles também descobriram um pó vermelho junto com manchas de um mineral negro brilhante.


Algumas das conchas, entalhadas e pintadas com cores fortes, também podem ter sido usadas como bijuteria.

Sofisticação

Até agora, muitos especialistas acreditavam que só os seres humanos modernos usavam maquiagem como adorno ou para rituais.

Durante um período na pré-história Neandertais e humanos podem ter compartilhado a Terra, mas Zilhão disse que a descoberta de sua equipe data de 10 mil anos antes do contato entre ambos e, portanto, ela não indicaria uma influência humana. Zilhão vê na prática do uso de pintura corporal e bijuteria um certo grau de sofisticação.

"As pessoas têm que acabar com essa idéia de que os Neandertais eram débeis mentais", afirmou.

O estudo foi divulgado em Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/01/100109_neandertalespanhag.shtml

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Acadêmicos amestrados

Se um marciano aterrissasse hoje no Brasil e se informasse pela Rede Globo e pelos três jornalões, seria difícil que nosso extra-terrestre escapasse da conclusão de que o maior filósofo brasileiro se chama Roberto Romano; que nosso grande cientista político é Bolívar Lamounier; que Marco Antonio Villa é o cume da historiografia nacional; que nossa maior antropóloga é Yvonne Maggie, e que o maior especialista em relações raciais é Demétrio Magnoli. Trata-se de outro monólogo que a mídia nos impõe com graus inauditos de desfaçatez: a mitologia do especialista convocado para validar as posições da própria mídia. Curiosamente, são sempre os mesmos.


Se você for acadêmico e quiser espaço na mídia brasileira, o processo é simples. Basta lançar-se numa cruzada contra as cotas raciais, escrever platitudes demonstrando que o racismo no Brasil não existe, construir sofismas que concluam que a política externa do Itamaraty é um desastre, armar gráficos pseudocientíficos provando que o Bolsa Família inibe a geração de empregos. Estará garantido o espaço, ainda que, como acadêmico, o seu histórico na disciplina seja bastante modesto.

Mesmo pessoas bem informadas pensaram, durante os anos 90, que o elogio ao neoliberalismo, à contenção do gasto público e à sanha privatizadora era uma unanimidade entre os economistas. Na economia, ao contrário das outras disciplinas, a mídia possuía um leque mais amplo de especialistas para avalizar sua ideologia. A força da voz dos especialistas foi considerável e criou um efeito de manada. Eles falavam em nome da racionalidade, da verdade científica, da inexorável matemática. A verdade, evidentemente, é que essa unanimidade jamais existiu. De Maria da Conceição Tavares a Joseph Stiglitz, uma série de economistas com obra reconhecida no mundo apontou o beco sem saída das políticas de liquidação do patrimônio público. Chris Harman, economista britânico de formação marxista, previu o atual colapso do mercado financeiro na época em que os especialistas da mídia repetiam a mesma fórmula neoliberal e pontificavam sobre a “morte de Marx”. Foi ridicularizado como dinossauro e até hoje não ouviu qualquer pedido de desculpas dos papagaios da cantilena do FMI.

Há uma razão pela qual não uso aspas na palavra especialistas ou nos títulos dos acadêmicos amestrados da mídia. Villa é historiador mesmo, Maggie é antropóloga de verdade, o título de filósofo de Roberto Romano foi conquistado com méritos. Não acho válido usar com eles a desqualificação que eles usam com os demais. No entanto, o fato indiscutível é que eles não são, nem de longe, os cumes das suas respectivas disciplinas no Brasil. Sua visibilidade foi conquistada a partir da própria mídia. Não é um reflexo de reconhecimento conquistado antes na universidade, a partir do qual os meios de comunicação os teriam buscado para opinar como autoridades. É um uso desonesto, feito pela mídia, da autoridade do diploma, convocado para validar uma opinião definida a priori. É lamentável que um acadêmico, cujo primeiro compromisso deveria ser com a busca da verdade, se preste a esse jogo. O prêmio é a visibilidade que a mídia pode emprestar – cada vez menor, diga-se de passagem. O preço é altíssimo: a perda da credibilidade.

O Brasil possui filósofos reconhecidos mundialmente, mas Roberto Romano não é um deles. Visite, em qualquer país, um colóquio sobre a obra de Espinosa, pensador singular do século XVII. É impensável que alguém ali não conheça Marilena Chauí, saudada nos quatro cantos do planeta pelo seu A Nervura do Real, obra de 941 páginas, acompanhada de outras 240 páginas de notas, que revoluciona a compreensão de Espinosa como filósofo da potência e da liberdade. Uma vez, num congresso, apresentei a um filósofo holandês uma seleção das coisas ditas sobre Marilena na mídia brasileira, especialmente na revista Veja. Tive que mostrar arquivos pdf para que o colega não me acusasse de mentiroso. Ele não conseguia entender como uma especialista desse quilate, admirada em todo o mundo, pudesse ser chamada de “vagabunda” pela revista semanal de maior circulação no seu próprio país.

Enquanto isso, Roberto Romano é apresentado como “o filósofo” pelo jornal O Globo, ao qual dá entrevistas em que acusa o blog da Petrobras de “terrorismo de Estado”. Terrorismo de Estado! Um blog! Está lá: O Globo, 10 de junho de 2009. Na época, matutei cá com meus botões: o que pensará uma vítima de terrorismo de Estado real – por exemplo, uma família palestina expulsa de seu lar, com o filho espancado por soldados israelenses – se lhe disséssemos que um filósofo qualifica como “terrorismo de Estado” a inauguração de um blog em que uma empresa pública reproduz as entrevistas com ela feitas pela mídia? É a esse triste papel que se prestam os acadêmicos amestrados, em troca de algumas migalhas de visibilidade.

A lambança mais patética aconteceu recentemente. Em artigo na Folha de São Paulo, Marco Antonio Villa qualificava a política externa do Itamaraty de “trapalhadas” e chamava Celso Amorim de “líder estudantil” e “cavalo de troia de bufões latino-americanos”. Poucos dias depois, a respeitadíssima revista Foreign Policy – que não tem nada de esquerdista – apresentava o que era, segundo ela, a chave do sucesso da política externa do governo Lula: Celso Amorim, o “melhor chanceler do mundo”, nas palavras da própria revista. Nenhum contraponto a Villa jamais foi publicado pela Folha.

Poucos países possuem um acervo acadêmico tão qualificado sobre relações raciais como o Brasil. Na mídia, os “especialistas” sobre isso – agora sim, com aspas – são Yvonne Maggie, antropóloga que depois de um único livro decidiu fazer uma carreira baseada exclusivamente no combate às cotas, e Demétrio Magnoli, o inacreditável geógrafo que, a partir da inexistência biológica das raças, conclui que o racismo deve ser algum tipo de miragem que só existe na cabeça dos negros e dos petistas.

Por isso, caro leitor, ao ver algum veículo de mídia apresentar um especialista, não deixe de fazer as perguntas indispensáveis: quem é ele? Qual é o seu cacife na disciplina? Por que está ali? Quais serão os outros pontos de vista existentes na mesma disciplina? Quantas vezes esses pontos de vista foram contemplados pelo mesmo veículo? No caso da mídia brasileira, as respostas a essas perguntas são verdadeiras vergonhas nacionais.

Essa matéria é parte integrante da edição impressa da Fórum de novembro. Nas bancas.

Idelber Avelar

sábado, 7 de novembro de 2009

Racismo

E ainda existem pessoas dizendo que não há racismo no Brasil. Vejam o quanto é absurdo o preconceito da jovem mostrada pelo vídeo.




quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Descoberta arqueológica



'Science' dedicou uma edição especial aos artigos que detalham e comentam a descoberta (AAAS/Science)

A família que resultou no que chamamos humanidade está 1 milhão de anos mais velha. Cientistas descobriram um ancestral dos homens atuais de 4,4 milhões de anos. O Ardipithecus ramidus (ou apenas "Ardi", como é carinhosamente chamado) foi descrito minuciosamente por uma equipe internacional de cientistas, que divulgou a descoberta em uma edição especial da revista "Science" desta semana.

O espécime analisado, uma fêmea, vivia onde hoje é a Etiópia 1 milhão de anos antes do nascimento de Lucy (estudado por muito tempo como o mais antigo esqueleto de ancestral humano).

"Este velho esqueleto inverte o senso comum da evolução humana", disse o antropólogo C. Owen Lovejoy, da Universidade Estadual de Kent. Em vez de sugerir que os seres humanos evoluíram de uma criatura similar ao chimpanzé, a nova descoberta fornece evidências de que os chimpanzés e os humanos evoluíram de um ancestral comum, há muito tempo. Cada espécie, porém, tomou caminhos distintos na linha evolutiva.

domingo, 4 de outubro de 2009

Morre Mercedes Sosa

Há dois dias atrás, postei um vídeo com uma versão nacional para uma música de Mercedes Sosa. Por ironia do destino, hoje ela faleceu.

A cantora argentina Mercedes Sosa morreu neste domingo (4), aos 74 anos. Hospitalizada desde 18 de setembro em Buenos Aires, seu estado de saúde se agravou na última semana devido a problemas renais e hepáticos.

Sem perder sua ligação com o folclore, música predominante do interior argentino, Mercedes circulou por diversos gêneros musicais, enfrentou a censura de ditadores e dividiu o palco em todo mundo com músicos de diferentes estilos e gerações.

Centenas de fãs e personalidades fazem fila do lado de fora do Congresso da Nação de Buenos Aires, onde a cantora será velada até o meio-dia de segunda-feira.

Filas longas

Homens e mulheres de todas as idades e com flores nas mãos esperam pacientemente para dar seu último adeus à artista, cujo corpo ficará exposto no Salão dos Passos Perdidos.

"A secretária de Cultura da Nação se despede com profundo pesar de Mercedes Sosa, 'La Negra', uma das mais trascendentais representantes da cultura argentina no mundo", afirmou Jorge Coscia, secretário de Cultura, assegurando que "sua voz é única e será para sempre inesquecível".

"Dona de um repertório comprometido com a identidade latino-americana e mulher de sensibilidade social, 'La Negra' foi uma das maiores figuras do canto popular universal", afirmou ainda.

"A Argentina chora uma de suas filhas mais talentosas", assinalou, por sua parte, o governador da província de Buenos Aires, Daniel Scioli.

"Foi uma mulher que transcedeu as fronteiras da música e projetou o folclore não apenas como um emblema artístico e cultural a nível mundial, como também o canto de liberdade e de justiça", acescentou.

"Foi a voz dos que não tinham voz na época da ditadura e levou a angústia pelos direitos humanos na Argentina a todo o mundo", declarou o músico Víctor Heredia, cantor e compositor de algumas músicas que ficaram famosas na voz de Mercedes Sosa como "Razón de Vivir".

Fonte: http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=116924&id_secao=11

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Contra a guerra e ditadura

Descobri agora este vídeo na internet. É a versão em português de um clássico da música latino-americana: Solo lo pido a Dios, de Mercedes Sosa. Assistam.





domingo, 20 de setembro de 2009

SP aprova cobrança em hospital público

Serra defende projeto e diz que críticas são "trololó político

A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou na quarta-feira, por 55 votos a 17, o projeto de lei que permite que todos os hospitais estaduais sejam terceirizados e, apesar de públicos, atendam a pacientes particulares e de planos de saúde, mediante cobrança.

O Ministério Público do Estado afirmou que, assim que a norma entrar em vigor, ajuizará ações contra a sua execução. Na visão do Ministério Público, a futura lei fere os princípios de igualdade e universalidade do SUS (Sistema Único de Saúde), pois criará um tratamento diferenciado para os pagantes.

Para que se torne lei, o texto aprovado pelos deputados precisa ser sancionado pelo governador José Serra (PSDB). A aprovação é dada como certa, já que o projeto original foi apresentado pelo governador.

Fonte: http://noticias.bol.uol.com.br/brasil/2009/09/03/ult955u248.jhtm





Você também pode gostar

Blog Widget by LinkWithin
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...